CLT ou PJ em TI: o CLT custa de 70% a 80% acima do salário e o PJ custa a nota. Veja a conta para a empresa, o risco de vínculo e quando usar cada um.

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CLT ou PJ em TI: quanto custa cada um para a empresa

Por Heinz Pontes · Atualizado em · Leitura: 3 min

Entre CLT ou PJ em TI, o CLT custa para a empresa de 70% a 80% acima do salário em encargos, segundo o Guia de Salários de TI da Shark IT, e o PJ custa o valor da nota. O PJ sai mais barato no caixa, mas vira risco trabalhista quando trabalha como empregado.

Em resumo

  • Um dev CLT de R$ 12 mil custa de R$ 20,4 mil a R$ 21,6 mil por mês.
  • O PJ costuma pedir de 20% a 40% acima do líquido que teria na CLT.
  • Horário fixo e chefe direto transformam o PJ em risco de vínculo.

A planilha diz PJ. O jurídico diz cuidado. Dá para decidir com números.

Quanto custa um profissional de TI CLT ou PJ para a empresa?

Um profissional de TI CLT custa o salário mais 70% a 80%, somando INSS patronal de 20% (Lei 8.212/1991), FGTS de 8% (Lei 8.036/1990), 13º, férias com um terço e benefícios. Um dev pleno de R$ 12 mil, faixa de backend do Guia de Salários de TI, sai por R$ 20,4 mil a R$ 21,6 mil por mês.

O PJ costuma pedir de 20% a 40% acima do salário líquido que teria na CLT, segundo o mesmo Guia. Como o líquido é menor que o bruto, a nota fica abaixo do custo CLT.

Para a empresaCLTPJ
Custo mensalSalário mais 70% a 80%Valor da nota
Férias e 13ºPagos pela empresaEmbutidos no preço
SaídaAviso prévio e multa de 40% do FGTSO que o contrato disser
Risco trabalhistaBaixoAlto se houver subordinação

Quando o PJ vira risco trabalhista?

O PJ vira risco quando trabalha como empregado. A CLT, no artigo 3º, define empregado como a pessoa física que presta serviço não eventual, sob dependência do empregador e mediante salário. Horário fixo, chefe direto e controle de ponto são os sinais clássicos. Se a Justiça reconhecer o vínculo, a empresa paga férias, 13º, FGTS e encargos do período todo. Na dúvida, fale com o jurídico antes de assinar.

Quando escolher CLT e quando escolher PJ em TI?

Escolha CLT para funções contínuas do time, com gestão no dia a dia e plano de carreira. PJ funciona melhor para especialista com entrega definida, prazo e autonomia, como uma migração ou uma auditoria de segurança. Há um terceiro caminho: o outsourcing de TI, com profissionais alocados por um parceiro.

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Perguntas frequentes

Quanto um PJ cobra a mais que um CLT em TI?

Em TI, o PJ costuma pedir de 20% a 40% acima do líquido que receberia na CLT, segundo o Guia de Salários de TI da Shark IT. A diferença paga o que ele deixa de ter: férias, 13º, FGTS e os impostos da própria empresa.

Contratar PJ é proibido?

Não. Contratar PJ é legal quando a empresa compra um serviço de outra empresa, com autonomia na forma de trabalhar. O problema é o PJ com horário, chefe e rotina de empregado: aí a Justiça pode reconhecer o vínculo (CLT, artigo 3º).

A Shark IT contrata em CLT ou PJ?

A Shark IT recruta para os dois modelos e também oferece outsourcing, com profissionais alocados por demanda ou projeto. As primeiras entrevistas chegam em até 5 dias úteis, e você só paga depois da contratação.

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